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30/01/2021

Bundinhas democráticas






Ana Nunes

A almofada dura

Ou a falta dela

Incomoda a bunda

Delicada e branca bunda!

Amarela, negra, rósea bunda!

Que digo às crianças do desenho

Bunda desenha!

Sente os contornos do assento

A textura e a forma

O quente e o frio

O quente da madeira

E o frio do cimento.

A estreiteza da ripa do banco

E o aconchego do sofá.

Bunda é alento

do corpo cansado que senta

Almofada do exausto

Recheio das calcas compridas

E do maiô quase velho.

A bunda abunda

E às vezes mingua

Mas continua bunda!

Das palmadas da infância

Dos deleites da juventude

Dos afagos da velhice.

Redondinha do bebê

Tesudinha de gente jovem

Preocupação da mulher madura

E dos homens da meia idade.

Bundinhas democráticas diria alguém.

A bunda existe

E leva a pensamentos desajeitados.

E as peras parecem bundinhas,

Meu neto segredou.

 


24/01/2021

Não seria, por acaso, a vida depois da morte?

 

Śmierć (Morte) - Jacek Malczewski , 1902

Francisco Bendl

Precisamos de muita reflexão, introspecção, de nos voltarmos para nós mesmos, e encontrar o sentido da vida.

Se nada sabemos com relação à existência de vida depois da morte, muito menos temos consciência do porquê viver e depois desaparecer.

Deve haver uma razão, caso contrário, o surgimento de um animal racional neste planeta onde a espécie humana é exclusiva no sentido de pensar e agir, terá sido uma das piores experiências que a Natureza concebeu, sendo uma aberração absoluta, indiscutivelmente, termos sido criados por um ente superior para que tivéssemos uma existência ilógica, sem sentido, sem qualquer utilidade para esse contexto universal, que dele fazemos parte, mesmo que de forma a mais ínfima possível.

Sabe-se lá, se não seria o contrário?

A morte é essa vida pois, pelo menos, pistas existem para pensarmos assim:

As premonições;

O sexto-sentido;

Pessoas que preveem certos acontecimentos, que depois se tornam realidades;

As angústias;

Os anseios;

Os receios, que não deveriam existir, se a vida é inédita, ou seja, sem ter vindo de vida anterior;

A empatia;

A simpatia;

A antipatia;

O medo do escuro;

O amor;

A rejeição;

O destruidor;

O construtor;

Genocidas;

Salvadores da espécie;

O inábil;

O artista, ator, cantor, compositor, poeta, humorista;

Talento e vocação;

A fé inabalável de uns, e a descrença arraigada de outros;

Os bons, os maus, os que consolam e os que nos entristecem;

A dor de perdermos entes queridos.

Não seria, por acaso, a razão pela qual todos nós temos um papel a desempenhar?

De modo que evoluamos lá, na vida de verdade, poderíamos estar mortos cumprindo o que foi determinado por que não?

Alguém prova o contrário?

Ora, da mesma maneira que alguns atestam existir a reencarnação, esta poderia acontecer ao contrário!

A vida é a morte, e a morte é voltarmos à vida.

Pensem comigo:

Se esta é a vida verdadeira, quais seriam as explicações e justificativas para tanto sofrimento?

Doenças;

Fome;

Injustiças;

Escravidão;

Assassinatos;

Ódio;

Preconceito;

Desejos de matar ou ver o próximo padecer;

Inveja;

Ira;

Luxúria;

Intrigas;

Desconsiderações;

Desvalorizações;

Mistura absoluta hoje do profano com o sagrado;

Acreditar em Deus;

Não acreditar em Deus;

O sentimento de punição, que todos nós temos a respeito da sua inevitabilidade.

Para que pensemos mais ainda, haja vista ser a imaginação permanentemente o nosso “inferno” - o ter ou o ser; ou o ter e não ter; o ser ou não ser -, na mente tudo podemos mas, a embalagem onde essa mente está alojada, o corpo físico, é exatamente o tamanho dos passos que damos para seguir em frente ou retroceder.

Convenhamos, equilibrar a impossibilidade com a possibilidade e no mesmo invólucro é complicado.

Então surgem as frustrações;

Os desesperos;

As paranoias;

Os transtornos;

Os problemas mentais;

A bipolaridade;

As múltiplas personalidades;

Os desvios de comportamento.

E, mais um detalhe, que nos leva irremediavelmente a questionar mesmo essa existência:

As síndromes congênitas, a vida gerada e que surge doente, incapaz, que terá de ser acompanhada vinte e quatro horas por dia, até o seu fim.

Por favor, evidentemente que a existência de um incapaz não pode e não deve ser punição pelas vidas anteriores, pois as divindades estariam agindo com vingança!

O castigo, se existir – estou meramente supondo -, será para seus genitores.

Se a morte pressupõe castigo ou felicidade, e neste planeta não existe quem não sofra, não padeça, a minha conclusão não é de todo descartável, por favor.

Bom, a questão é uma só:

Para termos uma vida melhor, somente se oferecermos ao próximo o nosso melhor.

Feliz Ano Novo!

 

17/01/2021

A mulher de Chico

Amanhecer - 17/01/2020 - fotografia de Carlos Monteiro


Carlos Monteiro

Como o poema de Vinícius de Moraes, “Receita de Mulher” – aquele em que apregoa ser a ‘beleza fundamental’ em detrimento ‘às muito feias’ - e que me perdoe Vininha, mas isso foi um tanto quanto machista, repito mais uma vez: não existe o feio e bonito como forma física. Também não existe o lugar comum de “quem ama o feio, bonito lhe parece”. Afinal o que é a beleza? Basta um sutil sorriso, um olhar encantador que se torna avassalador, uma palavra, muitas vezes uma única e relevante palavra doce e inteligente na hora certa – que fique claro; na hora certa, que não será jamais a ‘hora ‘H’’. A beleza é intrínseca, é sutil, muitas vezes exótica e quase sempre avassaladora. A beleza está nos olhos, no que captam os olhos. É o conjunto da obra, ímpar em singularidade, plural em consequência.

É morena, cabelos avermelhados soltos ao vento, discretos olhos castanhos amendoados, quase esverdeados, encantos tamanhos, como são grandes pecados. Verdes ou azuis de mar, violetas talvez, quase Elizabethanos. Loura, ruiva, grisalha, azuis, abóboras, negros... a beleza é, simplesmente, beleza, apenas isso, nada além do que nunca será uma ilusão. Sorriso que explode em alegria. Preta, branca, vermelha ou amarela, não importa, apenas um olhar para entender, para apaziguar o coração. E como é bela!

Francisco Buarque de Hollanda nos dá uma ‘fórmula’ composta em verso e canto, sublime em sua personificação, assim como se fosse uma poção mágica, com ingredientes muito especiais, para ‘construção’ da mulher. Não uma receita, mas sutis detalhes que compõem essa obra-prima que nos deixam à flor da pele, será que será!

São Ritas, Carolinas, Genis, Beatrizes, Anas, Joanas, Rosas, Iolandas, Marias e Marietas, Cecílias, Cristinas, Helenas, Teresas, Bárbaras, e como são bárbaras, Luísas, Angélicas e tantas outras das índias, do oriente, do ocidente, francesas, de Amsterdã, de Angola, havanesa, de além-mar amar, do Rio, São Paulo, acolá, cidade submersa, estranhas civilizações.

São fortes, são frágeis, mas, acima de tudo, são lindas! Mulheres de Athenas. Lindas sirenas, morenas, que se perfumam, se banham com leite, se arrumam em suas melenas. Mulheres! Querem ver o astronauta descer na televisão. Moças decididas sempre a se supermodernizar.

Roubam sentidos, violam ouvidos com tantos segredos lindos e indecentes. Lindas, absolutamente lindas! Musas obtusas, musas do fado, mães gentis por todo ano, não só por um abril. Que nos deixam, no fundo, sentimentais e com uma boa dosagem de lirismo em rendas do Alentejo. Tanto mar amar com cheirinho de alecrim. Que fazem o coração fechar os olhos e sinceramente choram e redimem, são mais, muito mais, são poços de bondade de açúcar e afeto.

Outro ingrediente fundamental da mulher de Chico é o seu amor e um jeito manso que é só delas. Somos testemunhas oculares do bem que elas nos fazem, ali, sempre embevecidos, enaltecendo os predicados e predicativos da perfeição sublime, dizem, saídas de nossas costelas. Ó bem-amadas costelas, ó bem-amados ventres que nos aquecem por nove longos meses, nos protegem e nos abrigam. Ó amados acalentos que nos ninam e embalam nossos sonos e sonhos, que alardeiam que ali está bem mais que uma simples criança, que nos ensinam a andar sem os pés no chão.

Mulheres, que ao conhecer, sonhamos, fazemos tantos desvarios, rompemos com o mundo, queimamos nossos navios em travessuras de noites eternas, que damos nossos olhos para tomarem conta e, num profundo despertar, explodimos em alegria dum “eu te amo!” sem termos a mínima noção da hora, querendo, absolutamente, que o mundo pare naquele instante para que se torne a eternidade, pois, para sempre é sempre por um triz e quem dera ‘amarrar’ esse amor por quase um mês. De paletós que enlaçam vestidos, de seios que repousam suavemente sob nossas mãos.

A beleza que dança no sétimo céu, estrelas, divinas, atrizes, como somos felizes de estar em suas vidas, ah, se pudéssemos entrar em suas vidas, em um canto, ali, guardadinho junto ao peito, mais para a esquerda, onde pulsa a sensibilidade. A formosura dos poetas mais delirantes, que não têm tamanho nas juras dos profetas embriagados, porque todos os sinos irão repicar tanta harmonia que há de aplacar pobres corações inebriados de amor.

Menina, bonita na casa de espelhos, reflexo caetaneado de Narciso, encantadora beleza, espalhando rostos, na contraluz, quem és ó musa do meu cantar? Cantastes à meia-voz e à meia-luz, ano dourado, parece um bolero de Manzanero, sonhos extraviados de princesa argonauta, escafandrista, onde as quimeras serão reais, por ali reina a beleza com seus risos, seus ais, sua tez em quintais de noites infinitas, tão lindas de se admirar, que andam nuas pelo país.

Elas, que escutam o que dizem as ondas do mar, ao som de uma canção, uma fantasia dedilhada ao violão, mar de rosas, as rosas gueixas, que coisas mais amorosas, que ouvem o que dizem as pedras do cais deixando juntar, de uma só vez, amores num porto, transbordando a baía com todas as forças navais e, às vezes, deixam mudos os violões. Que cantam e como cantam, muitas vezes se dizendo ’como é cruel cantar assim num instante de ilusão’, cantam tão lindo assim como uma sabiá a anunciar o dia. ‘Ils ont les tropiques dans leur sang et leur peau’, ‘la mer, la marée, le bateau ils sentent qui ensorcelent’.

Queremos ficar em seus corpos feito tatuagem, que nos dá coragem, para seguir nossas viagens, quando a noite insiste em chegar caindo do páramo, poema à beira-mar. Ciganas que revelam nossa sorte e nos perpetuam eternos meninos vadios, porque da noite para o dia não crescemos sem nossas fantasias. Envoltos em seus cabelos e abraços, perdidos em seus braços, fracos, tolos, ausentes nas noites varadas no escuro a buscar, com marcas que ganhamos nas lutas contra um rei imaginário no país da utopia, contramão que atrapalha o tráfego.

Olhar, acalentar, sublimar mi’nha pequena, pois não vale a pena despertar atrás da aurora mais serena. Não se afobe, não que nada é ‘pra’ já, milênios, milênios no ar, levita em sonhos de crepom, Lua, brisa, paz, cartaz, estrelas salpicadas nas canções. Canção, não, é mais que mais uma canção, é uma declaração de amor, que abres no peito quando nos acumulas. Ah, se me soubesses nem olhavas a Lagoa, não ias mais à praia, de noite não gingavas a saia pela praia até o Leblon, não dormias nua.

E assim se faz magia na fórmula imutável, alquimia flameliana, pedra angular filosofal, Farbegé. Calhas das rodas nas voltas dos nossos corações enfeitiçados, roda-viva, roda-mundo, roda-gigante em que se leva esse amor com tal zelo, zelo de quem de quem leva o andor, primavera que não se pode perder. Consta nos astros, nos signos, nos búzios, está lá no Evangelho, garantem os orixás: mulher, serás o meu amor, serás a minha paz.

Que eu seja o terceiro a chegar sem nada levar, sem nada dizer, apenas te chamando de mulher... e agora que cheguei, eu quero a recompensa, eu quero a prenda imensa dos carinhos teus!

E o dia nasceu em paz!


08/01/2021

Sinal Verde para todos nós



Antonio Carlos Rocha

A Literatura Espírita Brasileira vai de vento em popa. As antigas editoras modernizam-se em seu aspecto gráfico e surgem novas marcas.

Mas eu gosto do Espiritismo tradicional, aquele que veio da minha infância, junto com os meus pais. Através das mais de quatrocentas obras psicografadas por Chico Xavier. Mesmo que não se acredite nessa história de mediunidade, podemos e devemos considerá-lo um grande escritor. Um profícuo autor que escreve poesias, contos, romances, textos teóricos os mais diversificados.

Por falar em “Sinal Verde” tenho em mãos um pequeno grande livro com o mesmo nome, uma edição de bolso com 152 páginas. A edição original é de 1972 e de lá para cá sucedem-se as mais de cinquenta reedições. O autor é um “Espírito” conhecido como André Luiz e são cinquenta mensagens para os mais variados aspectos do dia e da vida em geral.

Estou feliz por estar de volta a este grande blog, em julho dei uma parada bem forçada, em função de uma queda na escada... Desloquei os dois ombros e fraturei o esquerdo. Fiquei dois meses na tipóia e agora fazendo exercícios de recuperação. Ainda sinto dores, mas são poucas. Aos 68 anos não esperava uma pancada tão grande que a vida me deu, mas agradeço à Natureza, Já combinei com o meu xará amigo Santo Antonio de Lisboa/Coimbra e Pádua que esteja comigo sempre que uma escada esteja na minha frente, para subir ou descer. Confesso, sou fraco para sentir dores.

O melhor de tudo foi na última segunda, minha netinha de 6 anos me perguntando on line “Como estavam os meus ombros? Já estavam melhores?”. Claro, ganhei o ano com tamanho carinho.

Deste modo, que todos nós aqui do blog e nossos familiares estejamos sempre com o Sinal Verde de saúde; de uns tempos para cá compreendi que a Saúde deve ser Holística, em todas as áreas: saúde física, mental, espiritual, financeira, afetiva, profissional etc.

Foi um amigo que fez doutorado na Alemanha em Teologia/Filosofia e me explicou que no antigo hebraico a palavra “salvação” significa “bem estar” e o bem estar deve ser holístico, em todas as áreas. O grande público só se preocupa com a salvação da alma, para ir ao Céu, após a morte, mas o bem estar já começa nesta existência e poucos sabem disso.

Esqueci de falar, muitos livros espíritas alcançam vendas astronômicas, como o famoso Nosso Lar que virou filme, mais de um milhão e meio de cópias. Mesmo que você não acredite e ache tudo isso uma ilusão/fantasia, convenhamos, são leituras maravilhosas, edificantes.

 

01/01/2021

Que venha o novo ano

Fotografia de Carlos Monteiro - 31/12/2020


Carlos Monteiro

Ontem, quinta-feira fez exatos 366 – só faltou mais um seis para ser o ‘Cavaleiro do Apocalipse’ em números cabalísticos - dias desse ano horroroso.

Foram trezentos e sessenta e seis dias de angústias e medo do porvir. Choramos, rimos, cultivamos paúras, neuras, novos hábitos – lavar saco de feijão e arroz, quem diria?! Deixar os calçados fora de casa como os japoneses fazem a milênios como um hábito de higiene, diga-se de passagem -, quem pensaria? Para alguns a mão passou a tirar onda com o fígado, tal foram os litros e mais litros gastos com sua pessoa em detrimento ao ‘Seu Figueiredo’.

Dia libertário. Dia da virada da chave!

Trezentos e sessenta e seis longos dias à espera do “amanhã”.

Muito mudou, nada mudou.

Como ouvi de Nélida Piñon, falando do adorado Gravetinho Piñon, seu cão gourmet da raça pinscher, em entrevista a querida Anna Ramalho durante uma de suas maravilhosas ‘lives’: “— eduquei-o a ser mal-educado”. Acredito que vivemos nesses tempos de pandemia desta forma: sendo reeducados e aprimorados ou simplesmente sendo deseducados.  Alguns, valorizaram muito mais o egoísmo, a ganância, a disputa pelo poder, a mais-valia, a carteirada, a capacidade de ser idiota e competir com os imbecis, de abrir a boca para falar besteira – me desculpem as bestas -, de negar o óbvio, do “farinha pouca meu pirão primeiro” do que a natureza de ser feliz.

Os dias têm amanhecido mais cedo, é verão! Nesta quinta, às 4h25 já havia luz no firmamento. Lembrei-me de Hiroshima, triste lembrança. São setenta e cinco anos ‘comemorados’ em 2020 em que, como poetizou Vininha, “...Penso nas crianças/Mudas, telepáticas/Penso nas meninas/Cegas, inexatas...”.

Os pássaros de aço, cada dia mais, voltaram a tirar o espaço das fragatas bailarinas e dos urubus festeiros, que insistem em se aglomerar nos céus cariocas. Ambos, hoje sequer se fizeram presentes, já os biguás estão em plena atividade migratória entre a Ponte Rio-Niterói, a Ilha do Governador, a Praça XV e a Lagoa Rodrigo de Freitas. Não se cansam, inclusive, de ‘premiar’ os desavisados que correm, caminham ou passeiam de bike pela calçada-ciclovia, empoleirados na desfolhada árvore da Curva do Calombo onde, no Dia de Natal, nosso amado e intrépido Joaquim Ferreira dos Santos, foi surrupiado por um larápio de seu meio de comunicação; assaltaram-lhe o celular. Coisas do Rio que jamais deveriam acontecer.

A bolha de sabão incandescente, explodiu em luz e cor no seu malabarismo pelo espinhaço acima. Agora altaneira o Tabajaras. Sobe quente, fumegante é verão!

São trezentos e sessenta e seis sóis nascidos, trezentas e sessenta e seis  esperanças de que tudo ficaria bem. trezentas e sessenta e seis voltas em Baden, que completaria oitenta e três anos em 2020: “...Voltei/A lembrança pedia/Pra eu voltar/A saudade mandava/Me chamar/E quando bate a saudade/Eu retorno/De onde estiver...”.

O bondinho de açúcar e afeto, em um vai e vem frenético, se equilibrando na ‘highline’, imita a dançarina que chega beijando o funcionário que sai. Voltou aos seus dias de glória como a Band News; a cada vinte minutos uma nova viagem.

Como o professor Pasquale Cipro que, debrua seu "tira-dúvidas" diário pela CBN, lembro dos irmãos Valle – Paulo fez oitenta este ano - e Nelsinho Motta “de rabo para a Lua”: “...Hoje é um novo dia/De um novo tempo que começou.../...O futuro já começou...”.

Que estes trezentos e sessenta e seis dias tenham sido de reflexão, de superação, de vitórias, de sobrepujança racional.

Que venha a cura, a vacina, o imunizante tenha a nacionalidade que tiver, pouco importa. Que prevaleça o amor, a caridade, o bem comum, a reflexão, a humanidade verdadeira, a humildade, a esperança...

Que o “novo normal” seja esperança, seja Sol de verão.

Que venha 2021, que seja amor pleno!