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| Allan Kardec (não pude identificar o escultor) |
Antonio Rocha
Nessa época, que se perde na noite e nos dias dos tempos, a parte
ocidental da Europa era dominada culturalmente e religiosamente pelos celtas,
os druidas eram uma parte desse vasto povo.
Os ensinamentos do Buda Tahô disseminavam-se pelo mundo de antanho, o
Sutra Lótus que foi revelado, mais ou menos no século dois ou três, antes de
Cristo fala das maravilhosidades do iluminado chamado Tahô, que mais adiante
ficou apenas conhecido como o Tao dos chineses.
Há controvérsias, claro, nem todos vão concordar com a afirmação acima,
mas antes de discordarmos, vamos investigar sem paixões, sem rótulos, vamos
meditar...
Kardec nesse período era um jovem sacerdote da etnia druida. Certa feita ele avistou um homem de cabeça
raspada e um manto da cor laranja. Aquele ser emanava boas vibrações e o jovem
Kardec aproximou-se dele:
- Olá irmão, de onde você vem?
- Eu venho lá do outro lado do mundo, da Ásia, sou um monge budista
missionário, discípulo do Iluminado Tahô, pode me chamar de Ananda, que
significa “bem-aventuranças” e você?
- Eu sou um sacerdote druida, estou sempre estudando, pesquisando,
investigando as sabedorias de todos os povos. Se você é missionário pode me
ensinar um pouco sobre os ensinamentos do seu Mestre.
- Claro, temos muito o que aprender de ambos os lados. Estamos sempre
aprendendo e olha, o meu Mestre Tahô que está espiritualmente aqui do meu lado,
está me soprando no ouvido que, bem mais adiante, daqui a alguns renascimentos
e reencarnações você vai ter uma missão muito bonita.
- E qual vai ser esta missão? Percebo que é a sua intuição
extra-sensorial que está falando isso.
- Pois bem, você vai ensinar de forma atual para essa época vindoura os
ensinamentos que iremos confabular ao longo destas nossas conversas.
- Que maravilha ouvir isso !
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Os espíritas aceitam perfeitamente que Allan Kardec (1804-1869), pois foi
ele mesmo que afirmou em um de seus livros, em reencarnação pretérita foi um
sacerdote druida com este nome, Allan Kardec.
E como já está provado, literariamente e historicamente que os celtas e
druídas tinham contato com os monges budistas, então peregrinos e missionários
o que escrevemos acima é perfeitamente verdadeiro, contudo, fica a critério de
cada um, aceitar ou não.
Vejamos o que diz o conceituado escritor japonês Daisaku Ikeda, em seu
livro “Budismo, o primeiro milênio”, editora Record, 1977, página 79:
“O Budismo chegou às Ilhas Britânicas antes do Cristianismo. Essa tese
repousa numa afirmação feita por Orígenes em seu comentário ao Livro de
Ezequiel, escrito por volta do ano de 230 dC, e que diz:
“Naquela ilha (Britânica) os sacerdotes druidas
e os budistas já disseminaram os ensinamentos sobre a unicidade de Deus, e por
essa razão os habitantes já estão inclinados para ele (o Cristianismo).
Podemos apenas maravilhar-nos que a influência
budista tenha chegado mesmo aos celtas, nas Ilhas Britânicas, na própria borda
mais ocidental da Europa”.
Isto confirma o que já dissemos há anos, há uma profunda semelhança
entre o Budismo e o Espiritismo, pregado e escrito por Allan Kardec.






