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04/08/2017

A Igreja da Terra e do Céu

fotografia Moacir Pimentel

Moacir Pimentel
A Sagrada Família, a obra-prima inacabada do arquiteto catalão Antoni Gaudí, ocupa um quarteirão inteiro no bairro Eixample na cidade de Barcelona. Essa igreja, mais ainda do que a Alhambra, em Granada, é a mais significativa e bela peça de arquitetura da Espanha.
É preciso contextualizar para entender a ascensão do sentimento religioso que deu origem e determinou a eterna construção da Basílica da Sagrada Família. Diz Dona História que a brilhante idéia de erguer esse símbolo emblemático de Barcelona foi de Josep Maria Bocabella, um rico impressor de livros religiosos e devoto fervoroso de Maria e José.
Sucede que, durante uma de suas viagens à Itália, ele fizera uma peregrinação ao Santuário da Santa Casa de Loreto, a habitação onde - segundo a tradição medieval - a Sagrada Família de Nazaré viveu, o local onde o Arcanjo Gabriel anunciou a Maria a maternidade divina, a casa que, miraculosamente, os anjos depois transportaram de Jerusalém para a bela Itália.
Decidido a construir em Barcelona uma morada para a Sagrada Família de sua adoração, Bocabella fundou a Associació de Devots de Sant Josep - no seu auge ela chegou a ter seiscentos mil membros - para angariar e recolher fundos destinados à obra. Em seguida ele comprou o terreno, contratou um arquiteto e trabalhadores e todos puseram mãos à obra!
Relatos históricos da Guerra Civil Espanhola em Barcelona, descrevem padres mortos a bala, corpos de freiras exumados e expostos na rua, quase todas as igrejas da cidade queimadas e muitas delas demolidas. Face à rica história do anti-clericalismo catalão muito anterior à Guerra Civil Espanhola, é compreensível que, ao conceber o surpreendente projeto, Josep Maria Bocabella estivesse empenhado em desafiar a propagação das então emergentes idéias revolucionárias e em criar um templo para expiar os “pecados” da ideologia política esquerdista.
O monumental templo seria uma afirmação da Igreja Católica diante das ameaças de uma sociedade industrial secular. A igreja seria dedicada à Sagrada Família a fim de valorizar a vida familiar e erguida no limite da cidade em expansão para demarcar mais território. As fotografias mais antigas do templo mostram, inclusive, rebanhos de cabras sendo pastoreados na frente da construção.
A primeira pedra daquela que será um dia a mais alta igreja da cristandade foi assentada em 1882 com a esperança de que a obra estaria pronta para uso dentro de uma década. O arquiteto Antoni Gaudí não foi o primeiro profissional a trabalhar no projeto. Só depois de desentender-se e de despedir seu primeiro arquiteto, Bocabella nomeou Gaudí, aos 31 anos e apenas começando sua carreira, para assumir a construção da Sagrada Família em 1883.
Segundo Dona Lenda, Bocabella literalmente sonhara que seu arquiteto ideal teria olhos azuis penetrantes e então conheceu Gaudí que, por acaso, tinha tais belos olhos. É bem mais provável que o contratante tenha pensado que o novato seria uma opção profissional mais barata, que o jovem Gaudí lhe cobraria bem menos por seus serviços do que os concorrentes mais estabelecidos e afamados.
Se assim foi, essa esperança foi tão vã quanto o calendário projetado para as obras. Tudo o que poderia ter sido economizado nos salários do arquiteto foi gasto muitas vezes no design ambicioso de Gaudí. Porém se ele não foi, afinal de contas, a opção mais econômica, jamais houve quaisquer dúvidas de sua adequação com base na fé.
Ele era excepcionalmente devoto e jejuava inclusive , como o Cristo, durante quarenta dias nas Quaresmas. Antoni Gaudí era o arquiteto perfeito para a ode contra-revolucionária de pedra pretendida por Bocabella.
Só que Gaudi transformou completamente a concepção original do templo adicionando seu toque pessoal às suas formas góticas e Art Nouveau originais e dedicando-se à obra por longos quarenta anos até o último dia de sua vida.
Quando foi perguntado se estava preocupado com o tempo que estava levando para construir a Sagrada Família, Antoni Gaudí respondeu:
 “O meu cliente não está com pressa”.
De acordo com o Velho Testamento, o cliente de Gaudí era muito mais apressado do que seu arquiteto: criou o mundo em apenas seis dias, embora tenha descansado no sétimo. Mas apesar de ser um dos servos mais leais de Deus, nada faria Antoni Gaudí apressar a construção da Sagrada Família.
Na verdade o arquiteto não se preocupava muito com essas coisas terrenas tendo declarado ainda que :
"Não há motivo para lamentar que eu não possa terminar a igreja. Vou envelhecer, mas outros virão atrás de mim. O que deve ser sempre conservado é o espírito da obra”.
Ele acreditava que a Catalunha fora escolhida por Deus para levar adiante a glória da arquitetura cristã e, de quebra, também tinha a auto crença implacável dos verdadeiros artistas. No que se referia à obra da Sagrada Família certa vez Bocabella garantiu que:
"Você tem que matá-lo ou ceder e dizer-lhe que ele está certo."
Gaudí muito se esforçou para comprimir toda a terra e o céu com denso fervor na estrutura da inusitada igreja: santos intermináveis, cenas bíblicas, símbolos, inscrições, conchas, répteis, pássaros, flores e frutas. O tempo foi capturado através de imagens das estações do ano e das datas sagradas.
O arquiteto ignorara os assuntos da religião até os quarenta e dois anos quando já era um arquiteto famoso muito bem remunerado por industriais ricos para projetar suas casas. Ele foi o líder do movimento catalão de artes e ofícios conhecido como Renaixença e tinha consciência de estar muito à frente de sua geração.
Dizem que ele caiu em severa depressão por ter sido rejeitado pela mulher que amava e que, a partir de então, voltou-se para a fé cristã.
Durante os trinta anos seguintes, doou sua riqueza aos pobres de seu bairro, passou cada vez mais tempo em oração, desistiu de carne e álcool e dedicou-se inteiramente à construção da Sagrada Família, convencido de que a imensa tarefa era uma missão divina.
Ele morreu dez anos antes da Guerra Civil começar e de um saque à Sagrada Família ser cometido por anarquistas catalães que, entretanto, apesar de destruir a cripta já concluída, nela deixaram o túmulo de Gaudí intacto pois, independentemente do seu ressentimento contra o general Franco e a Igreja Católica, eles sabiam muito bem que Gaudí era considerado um santo por pessoas de todas as classes sociais e crenças políticas.
Em 7 de junho de 1926, Gaudí foi atropelado por um bonde em um dos cruzamentos da Gran Via. Os motoristas de táxi recusaram-se a levar o homem que eles confundiram com um mendigo para o hospital da cidade. Vendo-o ali, no meio da rua, tão pobre e desgrenhado, algumas pessoas caridosas julgando-o um dos então muitos desabrigados da cidade levaram-no para um hospital de indigentes. Quando foi descoberto lá, Gaudí recusou-se a ser transferido.
"Meu lugar é aqui", disse ele.
Ele morreu como um dos seus pobres, louvado como um gênio e admirado como um santo. Milhares se alinharam pelas ruas para o funeral, os mesmos pobres que ele ajudara a vida inteira e que por isso mesmo o amavam. Uma pintura do artista catalão Joaquim Mir, chamada de A Catedral dos Pobres, é prova cabal do que afirmo. 
Joaquin Mir Trinxet - A Catedral dos Pobres (1897)

Este trabalho, que data da época da juventude de Mir, foi exposto na Exposição de Belas Artes de Barcelona, em 1898, mostrando pela primeira vez em uma tela a igreja em obras só que em uma cena que realiza a fusão perfeita de duas instâncias: a emblemática arquitetura moderna catalã ao fundo e a figura humana miserável no primeiro plano.
Em volta dessa Sagrada Família em construção, Joaquim Mir retratou os mendigos da cidade, os desvalidos da vida. A cena de pobreza urbana de Mir assemelha-se às representações dos marginalizados nas pinturas do Período Azul de Picasso, suas homenagens aos pobres de Barcelona. Como os dois pintores Gaudí também capturou a tragédia, bem como o orgulho dessa cidade.
O fato é que durante os últimos anos de sua vida, vivendo na miséria e em oração ao lado da imensa obra, mantendo suas roupas inteiras por obra e graça de alfinetes e barbantes, ele passou a adotar essa veneração muito católica da pobreza. E embora Gaudí tivesse forjado sua reputação cortejando clientes abastados e construindo casas extravagantes para os milionários catalães, o seu grande projeto, o seu trabalho obsessivo foi uma catedral para os pobres.
Esta íntima relação entre dinheiro e igreja foi precisamente o que alimentou a desconfiança catalã pelo clero mas Gaudí não via aí nenhuma contradição. Em seu mundo, os pobres eram um objeto de oração e caridade e não um assunto para a política, especialmente a política revolucionária.
Na verdade para Gaudí era um pecado ameaçar a ordem estabelecida e ele deixou isto muito claro, em uma escultura na Fachada da Natividade da Sagrada Família, que retrata o diabo entregando a um operário uma bomba daquelas inventadas pelo revolucionário italiano Felice Orsini.
"Uma igreja é a única coisa digna de representar a alma de um povo, pois a religião é a realidade mais elevada do homem", escreveu Gaudí.
Suas palavras foram repetidas pelo Papa Bento XVI, em 2010, quando esteve na cidade para rezar a primeira missa e consagrar a igreja como Basílica.
Gaudí foi um catalão da gema, preso na década de 1920 por se recusar a falar castelhano com um oficial do exército. O nacionalismo catalão sempre esteve perto da igreja local, e a visão do Papa em 2010, ali na Sagrada Família, o símbolo do orgulho catalão, usando o catalão na celebração da missa com certeza derramou bálsamo sobre velhas feridas, oferecendo a Barcelona e à Catalunha uma maneira de superar os antigos fossos abertos pela guerra civil espanhola, ainda visível na divisão trágica entre esquerda e direita, católicos e anticlericals e no profundo anseio separatista catalão.
Antes de finalizar o post é preciso esclarecer que não, a Sagrada Família não é uma catedral. Sim, muitas pessoas acreditam até hoje que a igreja seja a catedral de Barcelona, mas a verdadeira e de estilo gótico mora no centro histórico da cidade há meia dúzia de séculos. E quanta diferença existe entre as duas!
Diante da catedral de Barcelona não há filas para entrar e nela o órgão está sempre sendo praticado e vozes cantantes vindas dos claustros podem ser escutadas.
Nos seus jardins, uma bonita fonte de pedra tem oferecido água limpa e fresca para os fieis desde a Idade Média. É um lugar de paz e de muita beleza, mas em escala humana. É enorme sim, mas perfeitamente inserida nas estreitas ruas medievais que a cercam. Tal como a Sagrada Família, a sua construção foi lenta e abrangeu trezentos anos entre os séculos XIII e XV. Ao contrário da Sagrada Família, na catedral de Barcelona inexiste o arrogante triunfalismo eclesiástico e os artesãos que a construíram eram e continuam anônimos.
Mas a imagem das muitas torres bizarras da Sagrada Família magnetiza a atenção dos visitantes, forçando-os a olhar com mais atenção para a estranha catedral. Repleta de detalhes inusitados — pilares que se parecem com tendões e ossos humanos, colunas semelhantes a troncos de árvores, inúmeras figuras estranhas esculpidas e encravadas em suas paredes — a igreja é uma das construções mais singulares do mundo, que veremos cuidadosamente noutras conversas.



15 comentários:

  1. Mônica Silva04/08/2017 09:31

    É muito bom 'viajar' e aprender com você, Moacir. Lógico que já tinha ouvido falar da Sagrada Família mas não sabia que ela começou a ser construída há tanto tempo atrás.
    O Gaudi pode até ter sido conservador mas a Catedral dos Pobres é revolucionária. Tanto que olho e não consigo decidir se gosto ou não dela. Pra que a pressa? Conte mais e
    obrigada!

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    1. Moacir Pimentel05/08/2017 07:43

      Mônica,
      Leonardo da Vinci, um dos maiores gênios da humanidade, concorda com você. Dizia ele que "nada pode ser amado ou odiado a menos que seja conhecido.” Tudo bem que para as almas minimalistas, mesmo sem pressa, pode ser difícil apreciar essa igreja, essa ode à imaginação na qual há sim informação demais e as paredes parecem ter sido acometidas por uma violenta erupção cutânea (rsrs) Se a Basílica é bonita ou não, você decidirá e nos dirá depois de ter constatado o quanto ela é impressionante. Mas...
      Se continuar lendo perceberá que todos os elementos que caracterizam as grandes catedrais bizantinas e góticas, como pedra e verticalidade e luz e sombra, também estão presentes na Sagrada Família que, apesar de todas as suas estranhezas “revolucionárias” e por incrível que possa parecer não deixa de ser é uma edificação extremamente tradicional.
      Obrigado pela leitura e comentário e até o próximo capítulo

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  2. Flávia de Barros04/08/2017 11:22

    Moacir,

    A sua contextualização histórica da Sagrada Família foi muito interessante mas vou ler com muito mais atenção suas descrições da Basílica porque me faltam palavras capazes de fazer justiça a uma construção que é diferente de tudo que existe na face da Terra. Conceber tudo aquilo só pode ter sido mesmo uma missão divina. Lá se sente a presença de Deus. O Templo foi a primeira coisa que visitei em Barcelona e a mais surpreendente. Depois da Sagrada Família tudo mais ficou pequeno. Achei o interior simplesmente espetacular talvez porque a grande quantidade de andaimes e guindastes da obra tire muito da beleza do lado de fora. No seu artigo destaco a lição de fé e paciência de Gaudi: "Não há motivo para lamentar que eu não possa terminar a igreja. Vou envelhecer, mas outros virão atrás de mim. O que deve ser sempre conservado é o espírito da obra”.

    Um abraço para você

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    1. Moacir Pimentel05/08/2017 07:47

      Flávia,
      Eu também sou um fã de carteirinha do espetáculo de luz do interior do Templo onde, talvez, a impressão de que quem a imaginou estava arrebatado espiritualmente é mais forte. Mas os andaimes e guindastes do lado de fora não me incomodam de jeito nenhum. Considero um privilégio poder ver essa maravilha sendo construída e constatar, olhando para a maquete original no Museu da Sagrada Família, o quanto ela já foi modificada por muitas gerações de mentes arquitetônicas e, mesmo assim, continuou firme e forte e fiel ao espírito que a concebeu.
      Outro abraço para você

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  3. Alexandre Sampaio04/08/2017 22:58

    Pimentel,
    Vivendo e aprendendo com seus posts de temas sempre interessantes. Eu era um dos que tinham certeza de que a Sagrada Família, a obra máxima de Gaudi, era a catedral de Barcelona.

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    1. Moacir Pimentel05/08/2017 07:50

      Sampaio,
      Somos induzidos ao erro porque a Sagrada Família é a construção mais emblemática não só de Barcelona mas da Espanha. Creio que, no papel, ela seja uma vice-catedral (rsrs) Só que gente aprende cedo na vida é que os cargos descritos nos crachás e cartões de visita nem sempre traduzem a realidade.No entanto a velha catedral de fato se não de direito ali escondida nas ruelas do bairro gótico e tão esquecida pelas multidões bem que merece uma visita.
      Obrigado e um bom final de semana

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  4. Márcio P. Rocha05/08/2017 09:57

    Moacir, não tenho costume de comentar em blogs e já me perdi antes no do Mano. Ontem devo ter feito alguma coisa errada porque meu comentário sumiu e ele nada tinha de censurável além da baixa qualidade literária e filosófica,rs. Só tentei dizer que a Sagrada Família é tão bizarra e grandiosa que consegue fazer qualquer um se sentir pequeno e humilde. Continue escrevendo e receba um abraço fraterno.

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    1. Marcio, você não foi censurado, não se preocupe, você ontem apenas se equivocou de post, e colocou seu comentário para o Moacir no post do Antonio Rocha, "Uma foto e dois momentos". Pode olhar que está lá. Um abraço,do
      Mano

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    2. Moacir Pimentel06/08/2017 18:23

      Grande Márcio,
      Já que o Wilson esclareceu o "mistério"- obrigado para o Mano! - queria também agradecer-lhe pelo duplo e interessante comentário do qual vou discordar parcialmente. Não pode ser pequeno quem possui uma perspectiva larga o bastante para desconfiar da própria desimportância (rsrs)
      É preciso grandeza para perceber que se é apenas um entre os mais sete bilhões de seres humanos interdependentes da Terra, que é apenas um planeta circulando em volta de um sol, que é apenas uma entre um bilhão de estrelas do universo que hoje ainda mal e porcamente conhecemos.
      Sucede que olhando para aquela abóbada da Sagrada Família a gente entende que disso tudo e muito mais que não abstraímos o Gaudí estava careca de saber...ó...faz é tempo.
      Abração

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  5. Francisco Bendl05/08/2017 10:07

    Pimentel,

    Justamente uma das minhas coleções tem sido guardar PPS sobre basílicas, catedrais, igrejas, mosteiros, monastérios, santuários, mesquitas, catedrais, conventos, sinagogas, templos ...

    A outra coleção é sobre castelos e palácios.

    O eu acervo é interessante, composto de mais de 5.000 postagens, quase 300 GB de imagens.

    Uma delas, que mais PPS reúno, trata-se da Sagrada Família, permanentemente em obras, porém uma construção única, majestosa, espetacular.

    Dessa forma, o artigo de Pimentel vai complementar de maneira magnífica esses arquivos que abordam esse monumento em forma de igreja, essa homenagem à humanidade e enaltecimento do quanto o ser humano pode ser genial!

    Importante texto, fotos, e detalhes que somente Pimentel nos contempla, em face de seus conhecimentos, cultura, e dedicação plena aquilo que se dedica.

    Meus agradecimentos, portanto.

    Um abraço.
    Saúde e paz, Pimentel.

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    1. Moacir Pimentel06/08/2017 18:29

      Bendl,
      Você já nos tinha contado sobre esse seu afeto pelas velhas catedrais e enquanto eu rascunhava essa "franquia" confesso que lembrei do fato , na esperança de que você a pudesse ler e apreciar. Escrever sobre a Sagrada Família e Gaudí me ajudou a botar ordem nos fatos e fotos e "mixed feelings" que, ao longo de décadas, experimentei por essa Igreja que é única e impressionante, goste-se ou não dela. Espero que continue lendo os próximos posts sobre o tema.
      Muito obrigado e outro abraço

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  6. Olá Moacir,
    Tenho mais é invejar voces , privilegiados, que já puderam ver e usufruir dessa mágica Sagrada Família!
    Também preciso saber mais sobre a obra e o autor para fazer meus juízos. Porque o Templo me fascina ao mesmo tempo que me causa angústia. E Gaudi às vezes me parece um pouquinho, para me dar o benefício da dúvida e também ser gentil, desequilibrado. Mas também penso que é das mãos desses que novo nasce, cheio de audácia.
    Do final do seu post gostei demais:"...que veremos cuidadosamente em outras conversas".
    Até lá então, com muito mais.
    Bom final de semana para você e patota!

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    1. Moacir Pimentel06/08/2017 18:34

      Caríssima Donana,
      Talvez Gaudí fosse doido sim mas há muito método na loucura dele, nas obras totalmente coerentes com a suas visão e mente. E foi essa coerência que eu me esforcei para mostrar. Porque penso que os grandes criadores o são exatamente por serem capazes de expressar aquilo que os “normais”, via de regra, quase nunca mostram: eles mesmos. Para mim é desimportante se a Sagrada Família é bonita ou feia. Ela é um dos playgrounds onde espero poder, de vez em quando e por raros momentos, voltar a ser criança, para poder continuar como dizia o poeta: “maluco beleza”!
      “Até mais”

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  7. 1)Beleza, grandiosidade e outras palavras bonitas, em função do educativo texto e belas fotos do Moacir.

    2)A Sagrada Família do Gaudi; a Sagrada Família de Cristo, e a nossa Família, de cada um, trabalhando para que tb seja Sagrada.

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    1. Moacir Pimentel06/08/2017 18:38

      Vizinho Antonio,
      Família! Você disse tudo! Para você e para todas elas a minha "grandiosa".
      "GRATIDÃO"

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