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06/10/2016

A Nova Nápoles



Moacir Pimentel
  
O que é aquilo ilustrando o post?
Como me repetem há mais de trinta e cinco anos, aquilo é “ar-qui-te-tu-ra... mo-der-na”. Assim mesmo, soletrando, pois sou lento (rsrs). Aquilo é um ângulo de uma estação de metrô. Em Nápoles.

Onde estivemos de novo, vinte e dois anos depois da última visita. No meio tempo meus cabelos tinham embranquecido, o mundo virado de ponta cabeça e a Itália passado por grandes mudanças estéticas.
Não me entendam mal. Não é que eu não goste da arquitetura e da arte contemporâneas.

Mas devo confessar que algumas modernidades ficam aquém da capacidade de abstração dos meus neurônios.

Voltáramos à Nápoles “oficialmente” para ver de perto uma obra–prima do pintor Caravaggio, mas na verdade queríamos era conhecer as recém inauguradas e vanguardistas estações da velha Metropolitana di Napoli, as quais todos estavam comentando.

O metrô da cidade, na década que estamos vivendo, tornara-se um museu obrigatório. Diziam os entendidos que as estações de metrô napolitanas tinham se transformado em um testemunho subterrâneo da estética contemporânea. Tínhamos que conferir.

É claro que já esperávamos por alguma mudança na cidade. Ela estava mais limpa e tivera o tráfego, antes caótico, redirecionado. E sim, pareceu-nos que rolava ali um renascimento cultural. Mas não nos deixamos enganar: os problemas persistiam embora, é verdade, os vícios da cidade jamais tivessem impedido que fossemos recompensados por suas virtudes.

As pilhas de lixo tinham desaparecido e os carros tinham sido banidos das ruas à beira-mar. As antes caóticas Via Caracciolo e Via Partenope, artérias onde o trânsito enlouquecia, haviam sido transformadas em uma agradável calçada para pedestres batizada de Lungomare. Fez-nos bem passear por ela  apreciando as vistas maravilhosas do Monte Vesúvio, da ilha de Capri à distância, e do céu pintado de sol.

Nápoles conservara o mais preservado traçado de ruas entre as antigas cidades romanas. Ainda podíamos imaginar enquanto perambulávamos pelas ruas antigas, as fachadas das lojas sendo fechadas, ao escurecer, para se transformarem em lares há dois mil anos.
E ainda experimentávamos a sensação de que o agora era apenas mais uma página de uma história muito antiga onde rolaram beijos, amores, intrigas, trapaças e traições, mortes e guerras e erupções vulcânicas. E então a gente não tinha escolha a não ser não levar as coisas tão a sério.

Pelas esquinas sujas e duras da vida mulheres jovens ainda se vendiam e velhas senhoras ainda vendiam cigarros avulsos que tiravam de baldes, sob ordens mafiosas. Isso era Nápoles, nobreza e miséria, ambientes de onde a grande arte costuma surgir.
Em consequência talvez da remodelação de praças como a Garibaldi, dos monumentos e jardins e ruínas estarem sendo mais bem cuidados pela iniciativa privada, nos pareceu maior, mesmo em dezembro, o número de turistas.
Pelo menos nas catacumbas de São Genaro, o padroeiro de Nápoles, que visitamos começando por trás da Igreja de Madre del Buon Consiglio, em meio a um pátio com vistas para varais, limoeiros e vespas e prosseguindo através de uma passagem estreita que nos levou por túneis e capelas, até um assombroso afresco  imortalizando uma família com uma criança pequena e uma pintura de Adão e Eva, tudo feito nos primeiros séculos após o Cristo, que tinham sido recém descobertos.

Mas entre as maravilhas que se escondiam sob a cidade, a coisa subterrânea mais excitante e comentada naqueles dias era mesmo o metrô. Acima do solo, na agitação estridente do caos funcional continuavam se estranhando os palácios barrocos luxuosos e as casas e prédios abandonados, mas a poucos metros abaixo do solo, de forma totalmente inesperada, todos afirmavam que os napolitanos tinham criado instalações de arte magníficas, assinadas por alguns dos mais famosos artistas do vasto mundo.

Há algo paradoxal sobre a construção de um sistema de metrô perfeito em uma cidade cujo sistema de transporte acima do solo era pura balbúrdia, mas em Nápoles coisas malucas sempre acontecem e se era pelo preço de um bilhete de metrô, para mim estava de bom tamanho.

O certo é que metrô napolitano se tornara, ao longo dos últimos anos, uma atração por conta de novas catacumbas - as Estações da Arte - que expunham trabalhos de quase duzentos artistas, designers e arquitetos de renome, como Alessandro Mendini, Anish Kapoor, Gae Aulenti, Jannis Kounellis, Karim Rashid, Michelangelo Pistoletto e Sol LeWitt.

A estação de Toledo, em plena Via Toledo, uma das principais ruas comerciais de Nápoles, tinha sido aberta ao público meses antes e já ganhara fama de ser a mais bela e impactante entre as colegas.
Ela fora desenhada pelo arquiteto catalão Oscar Tusquets Blanca, que nós já conhecíamos de outros carnavais, como por exemplo do Palau de la Música Catalana, em Barcelona.

A extraordinária decoração da estação foi tratada como uma obra de arte por direito próprio. Blanca projetou os maiores elementos da arquitetura / arte na estação, embora naquelas paragens morassem artes de outros artistas.
Se há uma crítica a esta estação de metrô absolutamente surpreendente, é justamente a inclusão de outras obras de arte que não se relacionam diretamente com a experiência de submersão no oceano envolvente criado por Blanca.
Incluídos no reparo, menciono um amplo e arejado mural panorâmico de nome Voadores, Tres Janelas - assinado pelo casal de artistas russos Ilya e Emilia Kabakov, que nos mostrava seres humanos voando no céu com um bando de pássaros e aviões. A escolha do tema pareceu-nos ter sida influenciada pelo fato de que, sob o solo, se perde a visão do céu e com ela uma sensação de liberdade e leveza feliz, mas a obra nada tinha a ver com o tema e o tom da canção da Estação Toledo.
Da mesma forma destoava do contexto marítimo o importante mural a Razza Humana, um estudo fotográfico sobre a morfologia dos seres humanos, feito pelo artista italiano Oliviero Toscani.  

imagem skyscrapercity.com

  
Tais obras são belíssimas. Porém muitos pensam que quaisquer que sejam as qualidades intrínsecas delas, a estação teria um impacto ainda maior se os dois trabalhos não tivessem fugido do tema central: o mar. Como dizem os especialistas no assunto, “menos é muitas vezes mais”.
No hall de entrada, bem no átrio da estação, nos deparamos com um mosaico do artista sul africano William Kentridge, descrevendo o que parecia ser uma das procissões locais em homenagem a São Genaro. Um cortejo desfilava à nossa frente já sob uma tênue luz azul.

imagem liarumma.it



Nele figuras da história italiana, alegres personagens distintamente napolitanos, mitos antigos, a galera santíssima, partituras musicais e mapas do primeiro sistema de metrô da cidade se misturavam nos azulejos feitos à mão, em um painel que tem muito a ver com os antigos afrescos de Pompéia.

A paleta de cores da estação de Toledo nos pareceu magistral: passa pelo cinza do asfalto lá fora, pelos ocres nos degraus da escadaria principal, pelos tons cinza azulados do mural acima até mergulhar no mais profundo azul.

Isso é a Estação de Toledo...

fotografia Andrea Resmini



Nela tudo é voltado para a água e para a luz, numa sinfonia em vários tons de azul, em milhões de pequenas pastilhas cerâmicas - os minúsculos azulejos bisazza - que juntamente com efeitos de luz surpreendentes nos dão a sensação de estar caminhando dentro do oceano ou de estar de pé na plataforma de um navio olhando para as ondas.
A abordagem de Blanca é tão hipnotizante que a gente fica meio que paralisado cintilando no meio de todos aqueles mosaicos azuis como se fóssemos figurantes de uma colossal e brilhante obra de arte.
À proporção que se desce de queixo matuto caído neste mundo submarino – por uma escada rolante etérea - pode-se olhar para cima e ver a Cratera de Luz (aquela que abre o post) também idealizada por Oscar Tusquets Blanca sobre nossas cabeças.
Trata-se de um vazio, com a forma de um funil coberto pelos azulejos e que atravessa tudo o que encontra pelo caminho até encontrar a superfície e permitir que luz do sol invada a estação só que também da cor do mar.
E nas laterais da escada outra maravilha: A Luz Relativa! Uma criação que ondula como as ondas graças à imaginação e à iluminação LED usadas pelo artista texano Robert Wilson.



Na parte inferior das escadas rolantes, colunas com relevos ondulantes são cobertas pelos os mesmos mil tons de azul do mais escuro ao mais claro de acordo com os caprichos da luz cambiante.
São as Olas e fazem parte do tecido da estação.
Mais adiante a arte de Bob Wilson continuava e também o tema oceânico noutra obra - Pelo Mar, Você e Eu - composta por dois paineis gigantescos impressos em superfícies lenticulares que literal e suavemente ondulavam e ondulávam-nos enquanto passávamos por eles.

fotografia Gigi Sorrentino

  
Eu conheço muitas estações de metrô bonitas e cheias de arte: a T-Centralen em Estocolmo é de tirar o fôlego, as de Moscou e de Dubai são belas e até mesmo o metrô de Lisboa impressiona, enquanto que os de Londres e Paris passaram por alterações artísticas importantes.
Mas a ousadia dessa estação Toledo em Nápoles, vai ser difícil de bater. Ali eu mergulhei no mar sem molhar os pés. É em momentos azuis como este que tiro o chapéu à tal da “ar-qui-te-tu-ra... mo-der-na”.
Já a estação Università é caleidoscópica, pois nela o arquiteto egípcio Karim Rashid, radicado em Nova York, usou uma tal variedade de materiais e de padrões coloridos que qualquer lembrança da escuridão foi varrida da face da minha pobre mente em estado de choque psicodélico. O espaço era e continua sendo para mim... completamente indizível.

imagens acuderc.it




Ali se misturavam aço e espelhos, paredes roxas, cor de vinho e amarelas, pisos rosa - pink e estampados azul turquesa e tudo brilhava como o açúcar puxado dos antigos pirulitos da minha infância ou como as visões do caleidoscópio que me deram de presente no meu aniversário de cinco anos. Mais maluco que aquilo só mesmo o Chapeleiro no buraco da Alice.



Chamaram a minha atenção aquelas formas tridimensionais animadas no painel super colorido ao alto à direita da montagem acima, que apesar de falarem a linguagem da nova era digital, eram compreensíveis.

E, defronte delas, os pilares ou esculturas negras no estilo futurista do famoso Perfil Contínuo de Mussolini feito por Renato Bertelli, que muito aprecio.

imagem the freedictionary.com

  
É bela a escultura abstrata de nome Synopsis refletindo os nós e as sinapses do cérebro. O efeito cromático das quatro colunas negras que contrastavam sem brigar com os grafismos coloridos e vibrantes do piso e das paredes e com as linhas brancas que riscavam o teto, merece elogios.
Tudo bem que a estação de metrô Universidade de Nápoles é altamente trafegada por uma comunidade acadêmica multi-cultural, que com certeza entende de “conceitos” criativos, de design de ponta, da nova era digital, da diminuição global das paisagens, da terceira revolução tecnológica.

Mas sinceramente? Non ho capito molto!

No balcão de informações da estação, nos entregaram um folheto que dizia que na estação embarcaríamos numa viagem metafórica do cérebro consciente para a mente espiritual,  e que experimentaríamos - em vez de um estado cerebral “estressado” um estado de espírito focado.

Não foi bem assim. Na realidade a estação deu um nó cego na minha cabeça. Eu gostei de algumas ideias, como por exemplo de uma parede enorme revestida com azulejos, cada qual com uma palavra impressa, só que todas elas nascidas para nomear novas tecnologias inventadas nos séculos XX e XXI.
E, é claro, simpatizei muitíssimo com o prezado Dante e sua amada musa Beatrice, descendo e subindo as escadas rolantes da saída, cada degrau fazendo-lhes uma fatiada homenagem em screenprint.

imagem tmagazine.blogs.nytimes.com



De resto foi informação demais para a fiação de um homem da minha idade. A estação de metrô da Universidade de Nápoles me fará para sempre lembrar da confusão rosa –pink reinante no quarto das minhas filhas pré-aborrecentes.
A construção do novo metrô napolitano foi parte de uma espécie de rehab, de uma regeneração cultural de Nápoles que teve como foco principal a filosofia da vida-arte, que introduz as obras de artistas contemporâneos no cotidiano das pessoas que, normalmente, evitam espaços de arte mais acadêmicos.

Como as estações são utilizadas diariamente por milhões de pessoas e são um ponto de encontro importante entre os usuários, que muitas vezes ficam ali, à toa, esperando por alguém, não há outro espaço que confira maior visibilidade à arte nas grandes metrópoles.
Antes de revivificar as áreas acima do solo, redefinindo os espaços da cidade, muitos governos têm decidido começar por baixo, melhorando e embelezando a mobilidade urbana.

Em 2012, algumas estações continuavam a ser construídas, ligando o sistema de metrô de Nápoles com linhas já existentes, inclusive de trem, com o porto e o aeroporto, para criar um sistema integrado e futurista, do qual os napolitanos, é claro, já tinham muito orgulho.
Do metrô pulamos sem escalas para o século XVII e para o pintor Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio, o objetivo menor daquela viagem.
Mas essa conversa fica para depois.

Enquanto isso, os leitores interessados em conhecer melhor o metrô de Nápoles poderão ter uma amostra se assistirem o Metrolapse neste link:









12 comentários:

  1. Monica Silva06/10/2016, 09:51

    Moacir, o artigo é espetacular e o vídeo me deixou de boca aberta. Obrigada. Eu nem desconfiava que coisas assim existissem num metrô e o triste é compreender que jamais teremos essa qualidade de vida. Só nascendo de novo.

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    1. Moacir Pimentel07/10/2016, 13:46

      Mônica, você é tão jovem e o presente é tão grande. Não perca tempo adivinhando o amanhã. Enquanto o nosso prometido futuro não chega , aqui pertinho de nós, em Santiago do Chile , mora outra a estação de metrô também batizada de "Universidad " que - veja você - é considerada uma das mais belas do mundo e a mim mais parece uma igreja renascentista. Suas paredes são cobertas por um mural gigantesco do artista Mario Toral, chamado de Memória Visual de Uma Nação que , em seis painéis e sem fazer rodeios, conta toda a dor do passado do Chile - tortura, medo, opressão - e, bem assim , as suas glórias e conquistas e avanços civilizatórios recentes e a poesia de quatro dos seus filhos: Gabriela Mistral, Vicente Huidobro, Pablo de Rokha e Pablo Neruda. Jamais acredite que vale a pena desacreditar.
      Abraço

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  2. Oi Moacir, bom dia.

    Você hoje acordou poetando. 'Céu pintado de sol' foi tão bonito quanta bonita tornou-se a estação de metrô de Nápoles. Nunca vi algo parecido, tão atraente. Tem certeza de que não erramos o ano no túnel do tempo?

    De repente vislumbrei humanóides em roupas metálicas transitando na estação.

    Desta vez, o que nunca acontece, senti a nossa pequenês. Pensei nos metrôs brasileiros e puft! Foi-se a imagem de um Rio bonito.

    O que é bonito? É aquela imagem que olho com agrado. No caso de Nápoles, muito agrado.

    Coisa mais bonita os rostos pintados na lateral dos trilhos.

    Não sei do que mais gostei.

    Mas, olhando a misturada de cores e desenhos, tendo a concordar com você. "É informação demais para a fiação de uma mulher de meia idade".
    Que eu chamaria de poluição de beleza.

    Estou 'dorminhando' sentada aqui.
    Preciso acordar pra dormir.
    Abraço
    Ofelia






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    1. Moacir Pimentel07/10/2016, 14:01

      Ofélia, dorminhar é uma delícia mas acordar vale a pena e se for sob o céu pintado de sol da orla do Rio , maravilha! Ainda tem tatuí nas areias apesar da poluição e meninos do Rio surfando, pipas, cooper e bicicletas e bundinhas que parecem - para velhinhos saudosistas olhando de longe! - muito mais imponentes do que as de antigamente(rsrs) Ainda tem névoa densa formada pela maresia, ressacas desenhando de areia as calçadas e voos solitários de aves noturnas negras contra a bruma cor de alfazema. O sol continua sendo engolido pelas águas no Posto 9 todos os dias e tem nego que ainda aplaude e - pasme! - de vez em quando tem uns loucos tocando o Tom e o Vinícius no sax lá no Arpoador. As prostitutas continuam desfilando e os casais de namorados contemplando as estrelas, parcialmente ofuscadas, é verdade, mas lutando valentemente contra a iluminação. O dia continua nascendo na direção das Ilhas Cagarras enquanto o céu continua negro em cima do Morro Dois Irmãos e o Affonso jura de pés juntos que sobreviveram borboletas e pelo menos um beija-flor. Os macacos ainda comem bananas lá no mirante Dona Marta, as figueiras ainda dão sombra na Visconde de Albuquerque, Santa Teresa ainda tem cor e personalidade e o Cristo Seráfico na igreja da Ordem Terceira de São Francisco ainda tem asas. O Rio continua lindo de morrer - a cidade fisicamente mais bela que já vi! - e ponto parágrafo e aquele abraço.

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  3. Márcio P. Rocha06/10/2016, 11:06

    Moacir, não poderia deixar de lhe dar um abraço por este memorável e delicioso texto que me deixou de quatro por uma cidade que não conheço.Parabéns!

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  4. Márcio P. Rocha06/10/2016, 11:18

    Grande Moacir, muito bem escrito o post e interessante o tema.

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  5. Flávia de Barros06/10/2016, 12:09

    Moacir,

    Amei o artigo de hoje. Eu nunca entrei em uma estação de metrô no exterior na minha vida um pouco por preguiça mental de desvendar as linhas mas sobretudo porque achava uma besteira me enfiar debaixo da terra com tanta coisa para ver do lado de cima em tão pouco tempo. Que maravilha! Vou dar uma olhada nos outros metros que você citou mas você está quase me convencendo a voltar a Nápoles. Continue tentando pois sou dura na queda. Encantada, deixo-lhe um abraço.

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  6. Dulce Regina06/10/2016, 12:16

    Olá Moacir. Se você mostrasse essas fotos e perguntasse de que metrô elas são, garanto-lhe que nunca responderia que são de Nápoles. Não é a Nápoles que conheci , nem a que você apresentou-nos em dois textos passados, É uma grande modernidade muito bem vinda no século XXI , faz-nos enxergar o futuro e fazer com que tenhamos uma visão mais ampla do que será a evolução da arquitetura e da arte. Embora não conheça e saiba ler a arte contemporânea e arquitetura moderna, tenho sensibilidade para abstrair alguns destaques : gostei do azul intenso da estação de Toledo, a iluminação é fantástica , o espaço acolhedor transmite paz. Para analisar toda a obra é preciso estar no local e ver o que sentimos e como esse sentimento será mitigado na nossa imaginação.. Só tem um detalhe : prefiro imaginar-me num navio apreciando o oceano, pois tenho pavor do mesmo. Já a estação da Universidade passa-me mais alegria, cor, formas geométricas, gostei muito...com a mesma ressalva da outra : como me sentiria nessa explosão de cores ? Então meu amigo, sou sei dizer-lhe mais uma vez que seus textos dão um trabalho - útil, gostoso e cultural - agradável para quem tem interesse pelo grande mundo . Obrigada sempre. Abraços, Dulce

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  7. Olá, Moacir
    Acho que a sua fiação anda ótima e a sua escrita apaixonada melhor ainda. Estou maravilhada com esse Metrô mas fiquei passando mal de vontade. Continuamuito bom viajar com voce. Até mais

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  8. 1) Caro vizinho de mundo. Esse nosso planeta é muito bonito e as artes que o ser humano espalha por aí são belas.E vc é um excelente contador de histórias de viagens.

    2) É pena que outros tantos seres humanos também gostem de guerras, violências e afins.

    3) Agradeço ao Moacir que semeia textos sobre as belezas da vida.

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  9. Francisco Bendl06/10/2016, 22:05

    Pimentel,

    Outro relato portentoso a respeito das tuas viagens pelo mundo!

    Tenho especial predileção por ler as tuas narrativas porque dos detalhes sobre as cidades, a população, suas características, tradição e costumes, informando-nos com precisão o que observaste, aquilo que te chamou a atenção, o que mais gostaste daquela cidade e/ou região.

    Imagino a preciosidade que não seria um livro a respeito dessas tuas andanças mundo afora e com esses pormenores mencionados, que tu tens um dom especial para escrever e cativar quem lê os teus registros, sempre muito bem escritos, irrepreensíveis.

    Um forte abraço, meu amigo.
    Saúde e Paz!

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  10. Moacir Pimentel07/10/2016, 14:20

    Márcio, as artes humanas são sempre um tema interessante e nelas vamos que vamos viajando.
    Flávia, caminhar é o único jeito de se ver uma cidade mas vale a pena conferir aqui e ali as maravilhas subterrâneas. E ainda nos encontraremos sim em Nápoles qualquer dia destes só que defronte de alguns Caravaggios.
    Dulce Regina, minha amiga , desculpe o trabalho que lhe dou, mas enquanto a leitura for "útil e agradável", por favor não desista de mim. Quanto a como você se sentiria em meio à beleza da arte subterrânea de Nápoles é moleza adivinhar: pensaria na mão de Deus e sua alma cantaria.
    Donana, viajemos e façamos nossas artes e que a bela Lindonéia durma em paz!!
    Vizinho Antônio, os povos do Livro dizem que : "Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria".
    Caro Bendl , eu rascunho diariamente desde que era um moleque de sete anos. Se aqui, se em arquivos , se em cadernos, se no email , se em um bilhete que coloco debaixo de uma couve magnética na porta da geladeira , não importa. Tou nem aí. O átomo nos ensinou que o universo portentoso é só uma coleção de coisas muito pequenas. Sou apenas um cara que escreve porque gosta tentando pensar melhor, encontrar significado e ser feliz juntamente com sete bilhões de outros humanos num pequeno planeta azul entre zilhões de outros de todas as cores , sem falar nas estrelas. Um livro seria muita areia para meu caminhãozinho sacudido pelas léguas tiranas - mas tão lindas! - da minha estrada. Vou continuar textando baixinho por aqui mesmo mas peço-lhe que, por favor, continue me dando a honra de sua leitura.
    Abraços para todos e muito obrigado

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